Comecei arrancando os cílios e a Trico se agravou com o tempo.

Tratar Tricotilomania em São Paulo

Pergunta 1:

Tricotilomania desde os 7 anos. Atualmente tenho 29! Comecei arrancando os cílios e a a Trico se agravou com o tempo.

Há +- 4 anos comecei tratamento com psicanálise porém, não obtive resultados.

Houve períodos de breve melhora mas nada que durasse mais de três meses.

Por questões financeiras não continuei o tratamento.

Entendo que autoestima tem grande influência em meu caso por isso mantive a psicanálise.

Durante o período de tratamento não tomei qualquer medicação (não houve indicação médica).

Uma das coisas que mais me chateiam é achar que sou a única pessoa em minha cidade que tem tal problema.

Nenhum terapeuta que tenha conhecido havia pego um caso como ou meu ou mesmo sabia indicar qualquer literatura sobre o assunto.

Sei que podem haver outras pessoas com problemas semelhantes e que passou por dificuldades diante, tanto de familiares como profissionalmente e socialmente e isso acaba se tornando um círculo vicioso.

A mania tira trabalho, atrapalha família, tira namorado, você se sente mal e extravasa na mania que tira trabalho, etc.

Até hoje não me curei, ainda sofro com família e me escondendo dos olhares, sou supersensível e medrosa mas gostaria de informações mais aprofundadas sobre o assunto e de dividir meu caso com médicos e/ou terapeutas e outras pessoas que tenham o mesmo problema ou estejam em situações parecidas.

É difícil localizar um profissional que realmente conheça o meu caso.

Resposta:

Porque você não procura um psiquiatra clínico?

A Psicanálise praticamente não tem eficácia em Tricotilomania.

A TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pode ajudar, mas ajuda mais ainda s for associada a medicamentos.

Além disso, já que você falou em custos, esses dois tratamentos são muito mais acessíveis financeiramente do que uma Psicanálise.

 

Pergunta 2:

Tenho 19 anos e arranco meus cabelos há mais de 9 anos. Já fui a diversos Psicólogos e nenhum deles conseguiu dar um jeito no meu problema.

Cheguei a ir a um grupo de estudo formado por diversos profissionais na área de psicologia que sugeriram que eu arrancasse os meus cabelos e os colocassem dentro de um pote na frente do meu pai.

Como se isso fosse resolver... Pois bem, não resolveu. Até que no início eu tentei me enganar achando que pararia, pois estava fazendo o meu pai sofrer.

Já pensei até em raspar o meu cabelo, pensando que pararia, mas como sou mulher, não pegaria bem, só se eu fosse fazer uma longa viagem, onde ninguém me conhecesse e achasse normal uma mulher de cabelo raspado.

Mas o problema não é esse... Eu quero, ou pelo menos gostaria, de parar de arrancar os meus cabelos, pois estou ficando com falhas enormes no centro da minha cabeça e isso me incomoda muito.

Pois as pessoas não entendem e ficam a me perguntar o que está acontecendo com o meu cabelo.

Respondo que foi um cabeleireiro que fez isso. Por favor, me ajudem! Estou desesperada e não sei mais como agir, meus pais não entendem e ficam me cobrando uma posição em relação a isso.

Resposta:

Olha, esses Psicólogos não devem ter experiência em tratamento de Tricotilomania, pois se tivesses, teriam indicado um Psiquiatra para te medicar.

Imprima as páginas, dê para seus pais lerem e marque uma consulta com um Psiquiatra.

Eles já devem ter gasto muito dinheiro com essas terapias esquisitas (colocar os cabelos num vidro e mostrar para o pai!).

 O tratamento medicamentoso é muito mais barato porque provavelmente você fará as consultas com intervalos de meses.

 

Pergunta 3:

Dá para tentar novamente contatar um Psiquiatra e começar o tratamento medicamentoso, mesmo eu estar fazendo análise com Psicanalista?

Resposta:

Lógico que sim, o próprio Psicanalista já deve ter te falado que seria importante procurar um Psiquiatra para tomar uma medicação ao mesmo tempo em que você faz a Psicoterapia.

 

Pergunta 4:

Tricotilomania tem cura?

Resposta:

Geralmente sim, mas nem sempre.

Ela exige muito tempo (muitos meses) de tratamento com doses altas de Antidepressivos ou Neurolépticos, muitas vezes mais de um, além de Psicoterapia. Existem alguns tratamentos com medicação não psiquiátrica, ainda sem resultados bem definidos, mas que parece ser promissora.