Chatice e mania de organização por si só não caracterizam TOC.

Pergunta:

Desconfio que meu namorado sofra de transtorno obsessivo compulsivo. Ele já frequenta um terapeuta e um psiquiatra, e uma vez mencionou o nome da doença.

Gostaria de saber qual a diferença entre uma pessoa metódica, chata, e uma pessoa que efetivamente sofre de TOC.

 

Ele compra livros compulsivamente, gasta muito dinheiro com isso e outras coisas, fica horas organizando a biblioteca, é extremamente metódico e perfeccionista.

Atualmente, está sendo tratado com Serzone, Tegretol, e Rivotril antes de dormir.

Sei também que ele é Disrítmico.

Há alguma relação entre disritmia e TOC?

Li também no site de vocês (que é bárbaro! Vocês estão de parabéns por prestar um serviço de tanta utilidade e qualidade!) que a terapia indicada para o tratamento do TOC é a comportamental, talvez a única, ele frequenta um psicólogo da linha transacional.

Ele pode ajudá-lo?

A terapia transacional inclui-se entre as terapias comportamentais? O tratamento é muito longo não é?

Resposta:

Chatice e mania de organização por si só não caracterizam TOC.

O paciente de TOC sabe que os rituais obsessivos:

  • São absurdos.

  • Desnecessários

  • Consomem muito tempo.

  • Não fazem sentido

  • Mas não consegue deixar de faze-los.

Não me parece ser esse o caso dele.

EEG com Disritmia não tem valor a não ser que a pessoa tenha sintomas, há muitos anos não se usa mais o termo Disrítmico.

Esses três remédios (Serzone, Tegretol e Rivotril) podem ser bons para outras doenças, mas não têm eficácia no Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Mas isso não quer dizer que a obsessividade dele não possa melhorar com tratamento.

Muitas pessoas se queixam da própria obsessividade, gostariam de ser menos perfeccionistas. Elas podem melhorar com o uso de Antidepressivos, mesmo sem sofrerem do Transtorno Obsessivo Compulsivo.