Conviver com Hiperativo

Pergunta:

Meu ex-marido tem Hiperatividade com Déficit de Atenção e trata com Ritalina há 3 anos. Há 6 meses teve sintomas de Depressão e o médico disse que talvez fosse a Ritalina a causadora da Depressão. Retirou-a de uma só vez e ele está muito mal.

Resposta:

Quando uma pessoa toma dose alta de Ritalina, Concerta, Venvanse, Ritalina LA sem pausa, por muitos meses, é possível deprimir, mas é bem improvável mesmo!

Não esqueça que Depressão é uma das comorbidades do TDAH. Podem ser dois problemas paralelos.

 

Pergunta:

Minha mulher usa Ritalina há 9 semanas para ajudar nos estudos para suas provas de Residência Médica.

Com o início da medicação o comportamento dela mudou gradativamente: paranóia, irritabilidade, isolamento, dores de cabeça e estômago, perda de apetite e queda de libido, virou outra pessoa.

O senhor creditaria isso tudo ao conjunto stress de provas mais medicamento?

Ela estuda 15 hs por dia, dorme 3 e come pouquíssimo.

A tendência é o psicológico dela voltar ao que era antes depois de tudo?

Resposta:

Bom, em primeiro lugar, Ritalina e outros Psicoestimulantes (Concerta, Ritalina LA, Venvanse, Stavigile) não deveriam ser usados para estudar mais a não ser que a pessoa sofra de TDAH.

A chance de ter esses efeitos colaterais aumenta, dependendo da sensibilidade individual e da dose de Ritalina.

Claro que dormir pouco, se alimentar mal e esse stress ajudam a piorar tudo.

Esse estado em que ela se encontra deve passar em poucos dias depois de interrupção da Ritalina.

Agora, se ela tiver alguma pré-disposição, pode ser que isso de prolongue e ela precise de tratamento.

 

Pergunta:

Tenho 34 anos, sou médica e recentemente procurei um Psiquiatra por apresentar intensa ansiedade, irritabilidade e preocupação excessiva com meus filhos.

Recebi o diagnóstico de DDA (é a mesma coisa que TDAH) e lendo o livro Mentes Inquietas me identifiquei com o tipo performático.

No entanto sempre fui aluna brilhante, nunca tive dificuldade de me concentrar nos estudos, sou desorganizada com minhas coisas pessoais, mas não na minha vida profissional, decoro com facilidade o nome de todos os meus pacientes e sei de todos os casos com detalhes.

É possível ter TDAH somente com Hiperatividade mental (minha mente não para), mas sem falta de concentração e com impulsividade somente em situações sociais que me permitem?

Exemplo: explodo facilmente com meus filhos e marido, porém sou calmíssima com meus pacientes ou pessoas estranhas, em qualquer circunstância.

Resposta:

Você pode ser ansiosa, explosiva, hipertímica (acelerada) sem ser DDA.

Essa facilidade para se concentrar nos estudos não sugere muito TDAH não.

 

 

Pergunta:

Como conviver com o cônjuge hiperativo?

Resposta:

Uma queixa freqüente do cônjuge de adulto com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH) é que comumente ele/a se mostra impaciente e inquieto até mesmo durante a relação sexual (lembramos que o adulto hiperativo-impulsivo fica incapacitado de esperar ou demorar em qualquer situação).

Por vezes, também, a necessidade de buscar continuamente novidades (um traço característico do DDA) faz com que uma relação de rotina (como a do casamento, por exemplo) prontamente deixe de ser agradável ou estimulante.

A literatura menciona casos de adultos com TDAH marcadamente desatentos que se desconcentram no meio mesmo de uma relação sexual, com as conseqüências previsíveis para o parceiro/a.

Por último, a hiperatividade pode assumir a forma de uma hipersensibilidade e hiper-reatividade afetivas, capazes de gerar um medo da intimidade, assim comprometendo o funcionamento sexual.

Então, como conviver?

Com o tratamento, geralmente medicamentoso, com um coach e às vezes com aconselhamento familiar, feito por terapeutas especializados.