O TDAH sempre foi TRATADO e nunca USADO como desculpa para qualquer coisa.

Tratar TDAH ou DDA em São Paulo

Depoimento:

Tenho um filho que tem o Transtorno do Déficit de Atenção + Hiperatividade.

Hoje ele está com 16 anos e se trata desde os 8, quando comecei a ser chamada no colégio pela diretora, para ouvir reclamações de seu comportamento e o quanto ele atrapalhava a aula.

Resumindo: ela fez de tudo para que eu o tirasse do colégio.

Não o transferi e procurei tratá-lo imediatamente.

Por que trocá-lo de colégio se ele adorava estudar lá?

Era só uma questão de tempo para ele começar a ser tratado.

Após vários exames e testes neurológicos (software específicos) chegou-se ao diagnóstico: TDAH.

Ele teve também apoio psicológico por 6 anos consecutivos, além de fazer uso de medicamento (Ritalina).

Seu rendimento escolar foi excelente logo que começou usar Ritalina.

No final do ano, a própria diretora foi à sua sala de aula e o parabenizou pelo excelente aluno que passou a ser.

Isso fez um bem enorme a sua autoestima (que era tão baixa!).

Ele passou a ser um dos 5 melhores alunos da turma.

E quando chegou no final do Ensino Fundamental, ela me chamou e me deu parabéns de ser a mãe que estava sendo em ter tratado a tempo do filho.

Sempre deixei o colégio ciente de todo o seu tratamento. Regularmente o médico manda questionários para os professores fazerem a avaliação do meu filho.

Ele é excelente em matemática, é sempre selecionado para participar da Olimpíada Brasileira de Matemática, onde é sempre classificado.

Hoje cursa a 2a série do Ensino Médio, no mesmo colégio, onde está desde os seus 7 anos.

Com a entrada da adolescência percebi que algumas mudanças ocorreram.

A Hiperatividade melhorou bastante, mas a Ritalina deixou de fazer o efeito de antes (tomava 40 mg ao dia) e sua medicação precisou ser revista.

Foi introduzida Ritalina LA, mas não surtiu efeito desejado, ou seja, mesmo com a dose aumentada, não conseguia se concentrar.

O rendimento escolar caiu consideravelmente.

Já com o Concerta ele reagiu melhor, mas não conseguiu ainda tomar a dose que lhe é suficiente, ou seja, 36 mg diários.

Devido aos efeitos colaterais (perdeu totalmente o equilíbrio e apetite).

O médico recomendou então que fosse administrado Concerta de 18 mg em dias alternados.

Nos outros dias ele toma Concerta de 36 mg. Ele sente-se melhor quando toma 36 mg (sua concentração é muito melhor).

Mas a dose ainda não pode ser ajustada, pois perdeu 6 kg.

Há um mês foi introduzido o Remeron (7,5 mg ao dia) e seu apetite voltou ao normal e recuperou os 6 kg.

Em breve espero ele estar podendo fazer uso do Concerta 36 mg.

A quantidade de informações cresceu com a chegada ao Ensino Médio e também por não estar com a dose do Concerta ajustada, a que seu organismo necessita, além de muitas transformações com a entrada da adolescência.

Mas espero em breve ter tudo isso acertado. Sempre o tratei com limites e com muito amor.

Trabalhei muito a sua autoestima e ele cresceu sabendo que é um menino com inteligência acima da média (usei isso para melhorar sua autoestima, pois era muito baixa - ele se achava "burro").

Sempre procurei me informar para poder entendê-lo e ajudá-lo cada vez mais.

Não o trato por ser "diferente", muito pelo contrário.

Se fosse preciso eu mandava trazer os remédios americanos que ouvi falar [Adderall, Dextrostat, Dexedrine (Dextroanfetamina), Provigil (Modafinil)].

O TDAH sempre foi TRATADO e nunca USADO como desculpa para qualquer coisa.

Por trás, sem ele saber, estou sempre em contato com o colégio.

É uma luta constante, mas procuro fazer de forma mais natural possível.

Sou atenta a tudo a sua volta.

Exijo dele e digo pra ele que ele tem potencial para ser o que quiser ser.

E assim procuro orientar mães que se encontram "perdidas" com seus filhos com características do mesmo transtorno a procurar ajuda médica e ter o diagnóstico.

Mas reparo que muitas não se dão a esse trabalho, preferem ficar trocando o filho de colégio, lidando como se fossem apenas "desastrados" e desatentos, mas deixar de pensar que acabarão sendo adultos infelizes se não tratados.

Tratar é bastante trabalhoso, pois requer muita disciplina, limite e muito amor.

É um trabalho constante. Confesso não ser nada fácil, mas não me permito relaxar.

E, infelizmente, vejo que não são todas as mães que têm disposição e persistência.

As crianças/adolescentes com TDAH são crianças/adolescentes especiais e que requerem maior atenção.

Tratadas, ajustadas deslancham na vida e crescem se tornando adultos felizes e competentes.

Vejo meu filho como era e como é hoje.

Se eu não fosse persistente ele não estaria no mesmo colégio.

Tudo é uma questão de tratamento, compreensão e muito amor.

São crianças/adolescentes que têm necessidade de se sentir muito amadas.