Desde criança sempre tive um lado sombrio dentro de mim.

Tratar Borderliine em São Paulo

Depoimento 1:

Tenho 31 anos e faço tratamento com uma psiquiatra, que me diagnosticou como Borderline. Estou em fase de descobertas em relação ao Border.

Descobri que tenho manias de coleção (desde criança), mania de simetria das coisas, mania de masturbação, ansiedade extremamente perturbadora, Enxaqueca (estou em fase de exames com neurologista), Tensão pré Menstrual e problemas com sexualidade.

Bem, imprimi e li várias coisas de seu site (parabéns!).

Desde criança sempre tive um lado sombrio dentro de mim. Na minha adolescência descobri um Prolapso na Válvula Mitral, tendo um quase derrame, com língua que enrolou e tudo mais (15 anos) e comecei com depressão (pequena, mas ficava mal) com 18 anos, tinha pensamentos suicidas, mas tentava esquecer.

Aos 20 anos, sofri um acidente de carro sério, e tive traumatismo craniano encefálico, porém sem fraturas e foi fraco (ainda bem) aos 22 anos, tive uma crise de depressão brava, com pensamentos suicidas 24 horas do dia.

Me machucava constantemente, arranhando meus pulsos e minhas mãos e pernas com alicate de unha, tesoura, lápis.

Pedi ajuda à minha mãe e comecei a fazer terapia (com psicólogo) depois de 3, 4 meses, já melhor, pois tinha pesadelos horríveis com o acidente, o psicólogo começou a querer mexer na sexualidade, e desisti da terapia.

Sempre tive dores de cabeça, cheguei a fazer Tomografias, Eletroencefalogramas, porém nunca tive um diagnóstico.

Aos 28 anos, devido às dores de cabeça e a nova crise de depressão que estava vindo e mais uma crise forte de sexualidade (não sei se sou homossexual ou não), comecei a abusar dos analgésicos (cheguei a tomar 20 comprimidos de Dipirona, Dorflex, Lisador, Novalgina), anti-inflamatórios (Cataflan e Voltarem) e calmantes (Passiflorine, Valmane) tive problemas com as mucosas, mas os pensamentos suicidas e o mal-estar que eu tinha dentro de mim me fizeram procurar as drogas (maconha) por puro desejo de autodestruição.

Já fazia terapia com psicólogo.

Eu estava parando (por vontade própria) a terapia quando ele faleceu.

Caí de vez e comecei a procurar ajuda, porque além de fumar uns 4 a 5 cigarros de maconha por dia, tomava antialérgicos e muitos analgésicos e anti-inflamatórios.

Comecei com a psiquiatra e fiz desintoxicação. Com outra psiquiatra comecei a fazer a terapia e a medicação (Prozac) tenho recaídas da maconha e dos remédios (bem mais fraco), porém o que me incomoda são meus pensamentos.

Às vezes, eles não param.

Já não tenho mais os pensamentos suicidas e quando acordo não fico pensando e não acordar, também não me machuco mais (tenho cicatrizes nas mãos e no braço), mas às vezes penso nisso.

Às vezes, os pensamentos me atormentam tanto que eu tenho vontade de pegar minha cabeça e jogar contra a parede.

Agora, estou numa recaída da maconha (fumo para dormir melhor, pois tenho uma insônia insuportavelmente irritante), estou tomando x e tenho uma resistência muito grande por medicamentos, mesmo sabendo que eles me ajudam e muito.

Bem, acho que é isso.

 

Depoimento 2:

Olá, tenho 16 anos e aos meus 11 fui abusada sexualmente por um amigo da família, na época morava com a minha mãe, nós não nos dávamos bem por conta de umas histórias do meu padrasto.

Bem fui alimentando essa dor sozinha, até que dias atrás me vi em tal situação que resolvi contar a meu pai e minha madrasta, depois em seguida a minha mãe, fiquei surpresa, eles não me disseram nada, apenas se calaram com a situação, o que me deixou ainda mais angustiada, pensei o porquê resolvi contar se tudo foi em vão, tentei suicídio após isso, mais algo foi maior e não consegui, estou a cada dia pior.

A fase de me cortar, que eu tive aos meus 12 anos, voltou, me sinto sozinha e algo me impulsiona a me cortar, me machucar, sei que não estou bem, mas em casos assim quem eu devo recorrer, se meus pais viraram as costas nessa minha situação?

Espero poder dividir isso com alguém, mesmo que eu não o veja. Obrigada.